terça-feira, 14 de abril de 2009

...............Invulnerável..............


A minha posição de defesa é qualquer que seja.

Meus braços quando se cruzam, envolvem-me

Como asas que me protegem,

Fazendo os sentimentos baterem em minhas asas e os repelem.
Trancadas todas as lágrimas e soluços em algum

Lugar distante demais dos meus olhos e de minha boca.
Meu coração de pedra? Não, c
omo já disse antes,

Pedras também se partem em pedaços.

Meus sentimentos estão longe

Até mesmo do meu alcance.

Tenho medo deles e do que podem me causar.
Não sou realmente invulnerável, quanto mais indestrutível,

Pois tenho medo disso tudo.

Tenho medo das lágrimas e também tenho medo de guardá-las,

Contudo, escondo-as até mesmo de meus pensamentos.
Não converso sobre mim,

Tenho ansiedade em sair desse assunto,

O assunto ‘eu’.
Eu tenho medo de falar de mim porque não sei dizer quem sou ou como sou.
Ninguém sabe quem sou,

Alguns conhecem alguma pequena parte

Que transparece à todos, alguma parte que seja

Parecida com outras várias pessoas,

Mas não conhecem características distintas da minha pessoa.
Talvez conheçam uma mania aqui, uma esquisitice acolá...

Mas em geral, não conhecem o que se passa na minha cabeça quando fico pensativo,

Não fazem a mínima idéia do que eu sou capaz de fazer...
No final das contas, não cobro isso de ninguém,

Até porque se eu próprio não conheço-me,

Por que eu deveria cobrar isso de alguém?
Mas por favor, não digas que sabe quem eu sou,
Se na verdade nem ao menos entende o porque de eu escrever estas frases impensadas, insensatas, gananciosas e descompassadas!

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